Cooperativas tritícolas completam 50 anos
Na década de 1950 o Rio Grande do Sul intensificou o plantio de trigo. Foi um momento de modernização da agricultura gaúcha, com a incorporação de máquinas e implementos facilitada pela ação do governo federal. As lavouras proliferavam por todo o Planalto e, de ano para ano, muitos agricultores dobravam suas áreas de cultivo. Foi nessa época que surgiram os chamados “Poetas Rurais”, profissionais liberais que vislumbraram a oportunidade de se valerem das generosas condições de financiamento oferecidas pelo Banco do Brasil e entraram na atividade agrícola. Mas apesar do aumento de produção, o trigo já enfrentava sérios problemas de mercado. O produto estrangeiro, principalmente dos Estados Unidos, era oferecido a preço muito mais baixo e com extremas facilidades de pagamento. Agindo individualmente, os agricultores gaúchos não tinham força e ficavam a mercê das condições ditadas pelos grandes moinhos.
A solução veio com a união dos produtores e a criação de cooperativas. O ano de 1957 foi o que registrou mais surgimento de novas cooperativas tritícolas, 12 das quais estão completando, portanto, meio século de existência. Junto com estas 12, estamos colocando a Cotrisa, de Santo Ângelo, criada nos últimos dias de 1956.